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06/07/2011
Por: Infomoney

Empresários do comércio ficam menos confiantes em junho, revela CNC

SÃO PAULO – Os empresários do comércio ficaram menos confiantes em junho. O Icec (Índice de Confiança dos Empresários do Comércio), divulgado pela CNC (Confederação Nacional do Comércio) nesta terça-feira (5), apresentou queda de 3,1% no mês passado, na comparação com maio, chegando a 123,8 pontos.

Vale destacar que o indicador varia de 0 a 200 pontos, por isso, apesar da queda, os empresários continuam apresentando uma percepção favorável sobre a economia brasileira.

O Icec é compostos por três subíndices: condições atuais, expectativa e investimentos. O primeiro apresentou retração de 3,7%, passando de 111,5 pontos em maio, para 107,4 pontos em junho.

De acordo com os dados, o resultado contribui para confirmar a expectativa de um ritmo de atividade econômica mais moderado no crescimento da economia brasileira. No levantamento de maio, 57,3% dos entrevistados relataram que as condições econômicas no País haviam melhorado em relação ao mesmo período do ano passado.

Na análise das regiões, os dados indicam que a queda foi generalizada, com taxas que variavam de -2,2% no Norte a -3,6% no Sudeste.

Expectativas
Já o indicador de expectativas apresentou uma queda menos acentuada, de 2,1%, passando de 157,6 pontos para 154,2 pontos de maio para junho. A queda foi influenciada pela previsão menos favorável dos indicadores relacionados à economia (-3,5%) e ao setor comercial nos próximos meses (-2,2%).

Entre as regiões, o Norte foi o mais otimista, com alta de 2%, seguido pelo Centro-Oeste (+1%). Já na região Nordeste, apesar da queda de 2,3%, as expectativas permaneceram elevadas, em 156,8 pontos. O Sul e o Sudeste apresentaram baixas de 3,6% e 3,3%, respectivamente.

Sobre o indicador investimentos, houve recuo de 4%, de 114,2 pontos em maio para 109,9 pontos em junho. De acordo com os dados, apenas 12,3% dos empresários ainda consideravam adequado o nível atual dos estoques de suas empresas. A perspectiva de contratação de novos funcionários e a realização de novos investimentos também caíram, passando de 74% em maio para 72,3% em junho.

Entre as regiões, o nível de investimentos é mais elevado nas regiões Norte e Nordeste, com 116,4 e 114,3 pontos, respectivamente.