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28/06/2011
Por: Infomoney

Visão do HSBC para varejo no Brasil é positiva, sobretudo para super e hipermercados

O HSBC tem uma visão positiva para o setor varejista no Brasil, sobretudo para os supermercados e hipermercados, ressaltando o chamado “varejo de alimentos moderno”. 

A equipe de análise, composta por Francisco Chevez e Manisha Chaudhry, lembra da tendência demográfica de toda a América Latina, diante da urbanização da população, da entrada da população feminina no mercado de trabalho, da crescente renda per capita e do aumento do número de proprietários de carros, além de um crescimento da disponibilidade de refrigeração. 

Isso tem resultado em um aumento de demanda por alimentos processados, já que estes reduzem o tempo de preparação, e lojas maiores, que permitem a compra de vários produtos em um único espaço, ganham destaque. 

Alimentos ainda são gastos altos nas famílias
Além disso, a equipe lembra que os gastos das famílias brasileiras com alimentos ainda é percentualmente elevado, se comparado com países de renda mais elevada. No Brasil, esses gastos estão entre 20% a 25% das rendas, enquanto nos Estados Unidos, esse número 5%. 

Conforme as rendas aumentam, a tendência esperada pelo HSBC é de que sejam adicionados produtos genéricos nos gastos totais desses consumidores. Para Chevez e Manisha, o varejo moderno continuará a ser a plataforma onde essas compras se realizarão. Assim sendo, os varejistas serão beneficiados, já que os bens de luxo apresentam margens mais altas. 

Crescimento da economia colabora
Os analistam destaca-se também o forte crescimento do PIB (Produto Interno Bruto), já que isso faz com o mercado de trabalho continue aquecido e a demanda continue forte, mesmo em uma economia já a plena capacidade. Além disso, o PIB per capita também tem se elevado de forma expressiva. 

Outro fator lembrado pela equipe de análise é o aumento da classe média brasileira, sobretudo a Classe C, que agora se tornou o maior segmento econômico do País. 

Além disso, as classes mais baixas tiveram aumento acentuados em alimentos e transporte público, mas reduziram suas compras em produtos básicos no supermercado, enquanto aumentaram a compra de produtos não essenciais. 

Isso, lembram os analistas, indicam um novo padrão de comportamento dos brasileiros. Para eles, caso a “deterioração na perspectiva econômica for percebida como leve ou temporária” esses consumidores vão resistir ao invés de abrir mão desses itens não essenciais, mesmo tendo que reduzir os gastos em produtos básicos. 

Fatores demográficos em mudança
Assim, junto com a inflação moderada, a alta confiança do consumidor e a crescente alta dos salários têm provocado um impulso nos gastos dos consumidores, demonstrado pelo pulo da receita total do varejo, que atingiu US$ 400 bilhões em 2010, contra US$ 266 bilhões em 2007. 

A equipe também ressalta a diminuição em tamanho das famílias brasileiras, sobretudo impulsionado pelos números de lares em que vive-se apenas uma pessoa, que deverá alcançar 9,6 milhões em 2012, o triplo de 1995. Isso faz com que a tendência seja cada vez mais um consumo individual e não massificado.