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02/06/2011
Por: Infomoney

Empresários do comércio ficam menos confiantes em maio, revela CNC.

Os empresários do comércio estavam menos confiantes em maio. O Icec (Índice de Confiança dos Empresários do Comércio), divulgado pela CNC (Confederação Nacional do Comércio) nesta quarta-feira (1), apresentou queda de 2% no mês passado, na comparação com abril, chegando a 127,8 pontos.

Vale destacar que o indicador varia de 0 a 200 pontos, por isso apesar da queda, os empresários continuam apresentando uma percepção favorável sobre a economia brasileira.

O Icec é compostos por três subíndices: condições atuais, expectativa e investimentos. Entre eles, o primeiro foi que apresentou a maior retração (-3,4%), passando de 115,4 pontos em abril, para 111,5 pontos em maio.

De acordo com os dados, o resultado contribui para confirmar a expectativa de um ritmo de atividade econômica mais fraca neste segundo trimestre. No levantamento de abril, 63,3% dos entrevistados relataram que as condições econômicas no País haviam melhorado em relação ao mesmo período do ano passado.

Na análise entre as regiões, os dados indicam que a queda foi generalizada, com taxas que variavam de 0,1% no Nordeste a 5% no Sudeste.

Expectativas
Já o indicador de expectativas teve leve baixa de 0,4%, passando de 158,2 pontos para 157,6 pontos de abril para maio. A queda foi influenciada pela previsão menos favorável dos indicadores relacionados à economia (-2%) e ao setor comercial nos próximos meses (-0,4%).

Entre as regiões, o Norte foi o mais otimista, com alta de 0,1%, seguido pelo Nordeste (+ 0,6%) e Sudeste (+0,2%). Já o Sul e o Centro-Oeste apresentaram baixas de 1,7% e 3,1% respectivamente. 

Sobre o indicador investimentos, houve recuo de 2,6%, de 117,3 pontos em abril para 114,2 pontos, em maio. De acordo com os dados, 47,4% dos empresários ainda consideram adequado o nível atual dos estoques de suas empresas. Entretanto, a parcela de empresas que irá realizar menos encomendas (27,5%) já supera a quantidade de empresários dispostos a ampliar os pedidos de reposição (23,9%).

Como três em cada quatro entrevistados têm a intenção de não ampliar os estoques nos próximos meses, este quesito da pesquisa está abaixo dos cem pontos.

Entre as regiões, o nível de investimentos é mais elevado no Sul e Centro-Oeste, com 120,8 e 119,5 pontos, respectivamente.