loading
X
fechar
14/01/2011
Por: Época Negócios

Vendas do varejo crescem 8,25% em 2010

Segundo a CNDL, o Natal do ano passado foi o melhor dos últimos 10 anos, superando os números de 2007

 

Por Agência Estado
 

As vendas do varejo no Brasil subiram 8,25% em 2010, na comparação com 2009, segundo pesquisa divulgada hoje pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), em conjunto com o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil). O levantamento é feito por meio do número de consultas realizadas pelos lojistas no cadastro unificado do setor, que conta com informações dos consumidores. Em dezembro, houve crescimento das vendas de 10,56% na comparação com o mesmo mês de 2009 e alta de 34,17% ante novembro de 2010.

De acordo com a CNDL, a inadimplência recuou 1,85% no ano passado na comparação com 2009. Também foi verificada queda da inadimplência em dezembro ante novembro, de 4,49%. Na comparação com dezembro de 2009, houve um aumento de 2,73% na inadimplência em dezembro do ano passado.

Natal da década
A CNDL apurou ainda que o Natal do ano passado foi o melhor dos últimos dez anos. Segundo o economista da confederação, Fernando Sasso, até então, 2007 havia sido o melhor ano para as vendas do varejo no Natal. "Verificamos uma consolidação da recuperação ao longo do ano passado", comentou.

Para Sasso, o consumidor se sentiu mais confortável em realizar compras, consumiu mais e o setor registrou uma elevação do tíquete médio de compras. Isso foi possível, conforme o economista, por conta do crescimento da massa salarial e da inserção das classes C, D e E neste mercado consumidor. Ele citou que 85% de todo o consumo no Natal passado foi referente a essas classes. Sasso disse ainda que o patamar do dólar ante o real colaborou para o aquecimento do setor, ajudando nas vendas de produtos importados.

Inadimplência
Para este ano, a expectativa é de aumento na inadimplência. Segundo estimativa da CNDL, o comércio varejista deve inverter a tendência de 2010 e aumentar de 2,5% a 4% em 2011, ante a queda de 1,85% verificada no ano passado.

No período de janeiro a abril, quando índice de atrasos no pagamento de dívidas tradicionalmente é maior, Sasso diz que a inadimplência pode subir 5% na comparação com os mesmos meses de 2010. "Os quatro primeiros meses são críticos para o mercado em termos de inadimplência, mas ao longo do ano (ela) deve arrefecer", comentou. Além do aumento das compras parceladas de fim de ano, que pode ampliar os atrasos, o economista conta com a perspectiva de elevação de juros.

Sasso destacou, no entanto, que até o momento as dívidas em atraso não preocupam o setor, pois apresentam uma média baixa, de R$ 250. "São dívidas mais fáceis de serem pagas e não nos preocupam", afirmou.