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08/11/2010
Por: Jornal da Cidade - Aracaju

Encontro discute lei das pequenas empresas

Dos 27 presidentes de Federações das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Brasil, 22 estão em Aracaju participando do sexto encontro nacional da categoria. O presidente da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas, Roque Pellizzaro Junior, explicou que estão sendo discutidos temas como as adequações na lei geral das micro e pequenas empresas e o reflexo no comércio varejista, políticas estaduais de desenvolvimento do varejo e reedição da CPMF.

Ao final do encontro hoje, os presidentes vão elaborar a Carta Aracaju, onde constarão as reivindicações da categoria. O documento será enviado à presidente eleita Dilma Rousseff. "A carta será a base dos pontos que deverão ser levados em consideração a partir de 1º de janeiro", enfatizou Roque. Segundo ele, a Confederação dos Dirigentes Lojistas é contra a volta da CPMF, o polêmico imposto do cheque.

"O varejo não admite um aumento de tributos. Isso não será tolerado pelos lojistas. Somos terminantemente contrários à criação ou ampliação da carga tributária. O brasileiro já paga imposto demais. A discussão sobre a CPMF deveria ter sido feita antes da eleição. Isso mostra a falta de consideração de muitos dos nossos políticos", criticou Roque.

Conforme Gilson Figueiredo, presidente da Federação de Câmaras de Dirigentes Lojistas de Sergipe (FCDL/SE), durante o encontro também são discutidos os problemas do comércio varejista e as perspectivas para 2011. Ele afirmou que Aracaju hoje tem uma situação privilegiada, pois apresenta um grande número de empresas e variedades de opções, já que além dos shoppings existem outros centros comerciais, como o bairro 13 de Julho.

"As perspectivas para 2011 são as mais positivas. Isso porque, hoje, o Nordeste é a menina dos olhos e Sergipe é um Estado muito arrumado e limpo, oferece facilidade para a abertura de empresas e tem uma mão de obra trabalhadora e qualificada", analisou Gilson Figueiredo. Ele falou também sobre a importância de sediar um encontro nacional. "Estão em Sergipe todas as lideranças do varejo nacional", acrescentou.

O presidente da Confederação Nacional disse que Sergipe passa por um momento social e econômico importante. "O comércio daqui é bastante relevante em relação às demais atividades econômicas. É bom que todos os presidentes conheçam essa realidade", analisou Roque. O encontro nacional das Federações de Dirigentes Lojistas acontece duas vezes por ano, no primeiro e segundo semestre.

Emprego Temporário

A quantidade de empregos temporários neste final de ano em Sergipe deve crescer entre 10% e 12% em relação ao mesmo período de 2009. Segundo o presidente da Federação de Câmaras de Dirigentes Lojistas de Sergipe (FCDL/SE), Gilson Figueiredo, este será o melhor Natal dos últimos cinco anos, inclusive na geração de empregos. Já o presidente da Federação dos Empregados no Comércio e Serviços do Estado de Sergipe, Ronildo Almeida, acredita que as tradicionais contratações de final de ano serão "tímidas".

"De alguns anos para cá, temos notado uma certa dificuldade nas contratações temporárias. Hoje temos duas realidades, o comércio cresce, mas o número de comerciários não acompanha essa evolução. Uma empresa que tinha 200 empregados, hoje só tem 100. E alguns inibidores contribuem para isso, como o acúmulo de função, o não pagamento de horas-extras e o excesso de jornada", enumerou Ronildo.

Já Gilson Figueiredo utilizou argumentos para justificar a boa fase do comércio sergipano. "Tivemos um histórico de vendas positivo este ano, existe a facilidade do crédito e vem aí o pagamento do décimo terceiro salário. Ou seja, a época é excelente para o comércio", enfatizou Gilson, lembrando que as pessoas que conseguirem um emprego temporário terão a oportunidade de demonstrar seu desempenho e acabar sendo contratadas definitivamente.

O economista do Dieese, Luiz Moura, acredita que surja em Sergipe, pelo menos, 3.400 novos postos de trabalho no comércio oficial. Segundo ele, o estoque de emprego no comércio com carteira assinada é de cerca de 31 mil pessoas e as contratações deverão atingir pelo menos 10% desse total. O economista lembrou que não é possível saber exatamente quantas novas contratações são feitas porque muitas lojas não passam os dados para o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

Conforme o presidente da CDL Aracaju, Samuel Schuster, as lojas começaram a receber os currículos desde o início de outubro e este mês deverão chamar os candidatos para fazer a seleção, treinar e contratar. Ele falou ainda que uma nova loja de grande porte será inaugurada no shopping Riomar, no dia 23 de novembro, o que vai gerar ainda mais empregos no comércio.