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21/10/2010
Por: CDL Belo Horizonte

Restrição ao tráfego de carga pesada na região hospitalar causará impacto no comércio

Aumento nos custos dos lojistas e do consumidor

e segurança serão alguns dos problemas enfrentados

 

Belo Horizonte, 21 de outubro de 2010 –A proibição de circulação de veículos de carga pesada na área hospitalar de Belo Horizonte, que entra em vigor a partir do dia 25 de outubro, causará grande impacto no comércio na região. Para o vice-presidente do Fórum de Mobilidade e presidente do Conselho do Hipercentro da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH), Marcos Innecco, a restrição da BHTrans causará aumento nos custos para o lojista e para o consumidor “Se por exemplo, o lojista precisar dividir a mercadoria em dois caminhões, terá custo com dois motoristas e dois fretes. Consequentemente, ele terá que repassar este custo para o preço das mercadorias”, afirmou.

A restrição proíbe operações de carga e descarga e circulação de veículos com capacidade maior que cinco toneladas e comprimento igual ou superior a 6,5 metros, nos horários de segunda a sexta, das 7 às 9 horas e das 17 às 20 horas e sábados das 7 às 9 horas. A restrição já existe na avenida Nossa Senhora do Carmo, Barro Preto, Hipercentro, Savassi, bairro de Lourdes e região da Assembléia Legislativa.

De acordo com Marcos Innecco, os impactos causados pela restrição da BHTrans comprometem ainda a segurança de lojistas e de seus funcionários. “Os lojistas precisarão adaptar o funcionamento dos estabelecimentos ao horário de carga e descarga, e isso causará outra preocupação, que é a segurança, principalmente para os pequenos comerciantes. Se os horários forem estendidos até mais tarde, isso poderá deixar o estabelecimento vulnerável a assaltos”, explicou. Outro custo para o orçamento do lojista será com a folha de pagamento de funcionários. “O comerciante será obrigado a pagar hora extra para os empregados que permanecerem no local até mais tarde para o recebimento das mercadorias”, acrescentou.

Na opinião do presidente do Conselho da CDL/BH, é preciso que a região hospitalar receba tratamento diferenciado. “O abastecimento ou recolhimento de dejetos em caminhões de grande porte não podem ser simplesmente proibidos, pois o que define as prioridades nos hospitais são vidas, e não mercadorias”.

 Regulamentação - Para o vice-presidente do Fórum de Mobilidade, o que a CDL/BH defende é uma regulamentação junto aos setores, percebendo a necessidade de cada um, e não uma restrição radical. “Mesmo porque, não foi percebida nenhuma melhora no trânsito onde a restrição de carga e descarga já foi implantada. Uma vez que você tira um caminhão de grande porte das vias públicas, e coloca dois de pequeno porte em seu lugar, há aumento do fluxo de veículos”, argumentou Innecco.