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20/09/2010
Por: O Estado de Minas

BH caminha para atingir o pleno emprego até o fim do ano

Com o mercado de trabalho aquecido, Belo Horizonte pode atingir a condição de pleno emprego até o fim do ano. A taxa de desemprego recuou de 8% em junho para 7,8% em julho, na menor taxa para o mês desde 1996, segundo a Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED/BH), da Fundação João Pinheiro/Dieese/Sedese. A perspectiva é de que a condição de pleno emprego – taxas entre 3% e 5% da População Economicamente Ativa (PEA) – seja atingida em dois meses e um dos indicadores que apontam nessa direção é a taxa de desemprego aberto (pessoas em busca de trabalho há 30 dias que não tiveram nenhuma atividade nos últimos sete dias), que em julho ficou em 6,1%.

As taxas divulgadas ontem pela Prefeitura de Belo Horizonte confirmam tendência apontada por outras pesquisas que, embora com metodologias diferentes, mostram o desemprego em queda na capital mineira, que tem uma das menores taxas entre as capitais. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o desemprego em BH em julho ficou em 5,1%, taxa superada apenas por Porto Alegre, que registrou índice de 4,8%. Em Salvador a taxa chegou a 12,3% e, em Recife, a 10%. Ainda segundo o IBGE, em julho, 7,2% da PEA estava desocupada em São Paulo e 5,4% no Rio de Janeiro. Já levantamento do Dieeses mostra que a taxa em BH em julho foi de 8,3%, a menor entre as capitais pesquisadas. Em Recife o indicador chegou a 17,2% e, em São Paulo, a 12,6%.

Para o presidente do comitê gestor do Programa de Emprego, Qualificação e Renda da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), Antônio Amabile, diante dos resultados positivos, o desafio de qualificar os profissionais é ainda maior. “A economia brasileira está aquecida e requer mais que profissionais para ocupação de vagas. É preciso formar mão de obra qualificada, com possibilidade de alcançar melhores posições no mercado e elevar o nível de renda”, afirmou ao lançar ontem o Programa Melhor Emprego (leia abaixo).

Ainda segundo dados da PED/BH, a taxa de desemprego da capital em julho foi menor que a da região metropolitana de BH, que registrou 8,3%, e que demais municípios mineiros, que apresentaram índice de desocupação de 9%. Dentre os setores que mais criaram postos de trabalho no mês de julho na capital estão o de construção de civil, com crescimento de 9,3%, o comércio com aumento de 2,5% e a indústria com alta de 2,1%. Já o setor de serviços, que emprega mais da metade da mão de obra da cidade permaneceu estável em julho. O setor responde por 61,4% dos empregos na capital.

O vendedor Thiago Luíz Ventura. "Optei pelo comércio, já que o período de fim de ano é positivo para o setor"

A vendedora de loja de departamento do BH Shopping, Daiany Nunes Gonçalves, 25, foi contratada na última semana de julho e comemora a vaga. “Estava procurando emprego há dois meses e queria no comércio, já que tenho experiência e sou mais qualificada para o setor. Sou mãe e o aumento da minha renda é importante, já que administro minha casa financeiramente.” Daiany Gonçalves recebe R$ 587 e vale transporte.

O vendedor da Handbook Fashion Thiago Luíz Santos Ventura, 24, também foi contratado em julho, no início do mês. “Fiquei apenas um mês desempregado e logo consegui essa vaga. Optei pelo comércio, já que o período de fim de ano é positivo para o setor. Recebo cerca de R$ 1,2 mil por mês e vale transporte”. Em 12 meses, a taxa de desemprego diminuiu, sobretudo, entre as mulheres, em 18,6%, entre os jovens de 18 a 24 anos, com queda de 19,8%, indivíduos de 25 a 39 anos, em 15,4% e entre membros chefes do domicílio em 14%.

 

Fonte: Estado de Minas